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O Espetacular Homem-Aranha.

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[Blá blá blá]

Não dá pra admitir um filme ruim de herói depois de Batman Begins. Pode parecer “lambeção de bolas”, mas o fato é que Christopher Nolan deu muitos ingredientes interessantes que podem ser incorporados tranquilamente em outros filmes de herói, seja  super ou não! O primeiro Homem de Ferro é um outro bom exemplo de roteiro enxuto e bem executado, ainda mais nas mãos da Marvel. Digamos que é inadmissível que a Marvel faça um filme ruim com as próprias mãos, porque afinal, eles são os maiores conhecedores dos personagens!

… Não é o caso do Homem Aranha nas mãos da Sony!

Dito isso, vamos lembrar alguns casos de sucesso e outros nem tanto… No primeiro X-Men ( 2000), a Fox não dispunha de muito dinheiro pra investir e o roteiro ficou a cargo do próprio diretor (Bryan Singer) e mais um ou dois caras. O plano de fundo era o preconceito contra essa nova raça (mutante) e um cara liderando um grupo num plano pra se vingar dessa repressão, Magneto. Convenhamos que o plano do Magneto era uma babaquice… Usar uma maquina para transformar alguns humanos em mutantes achando que dessa forma os humanos/mutantes não os odiariam mais é, apesar de válido, algo bobo. Porém, tem outras coisas acontecendo que fazem o filme interessante. O teste da maquina é feito no senador Kelly e de primeira parecer ter dado certo, mas não deu. Sabendo disso, os X-Men partem numa corrida pra impedir Magneto que pensa que a maquina funciona… Xavier quer descobrir o que o Magneto quer com o Wolverine, sendo que o interesse dele é a Vampira. A Mística se infiltra na mansão pra sabotar o Cérebro e impedir que o plano do vilão seja descoberto… O desfecho pode não ser um espetáculo, mas o decorrer do filme é bem legal.

Ponto para o Bryan Singer que voltou pra sequência dessa vez com mais grana fez um filme ainda melhor! A cena de abertura do Noturno na Casa Branca continua sendo uma das minhas favoritas entre as adaptações de HQ’s. Mas… No terceiro filme o cara não voltou nem pra prestar uma consultoria no roteiro e fizeram uma tipica cagadinha. Nem tanto com a direção do Brett Ratner, mais com a história mesmo… Uma cura para uma raça é tão absurdo quanto a transformação de uma raça em outra (vide o primeiro filme)! No terceiro longa não tem nada pra ser salvo!

Já no filme do Hulk (o do Ang Lee), eu digo que seria ótimo se não tivesse aquela história do pai dele. Pra dar peso dramático, resolveram colocar o pai do Bruce Banner com grande destaque na fita… E o mais engraçado é que na época as críticas foram para o visual do gigante esmeralda, não para a história descabida! E tenho que confessar que gosto desse filme, talvez seja um daqueles filmes ruins que eu curto. Me arrisco até a dizer que é um roteiro ruim, porém, bem dirigido! Aqui o erro foi relacionar o pai, o filho, o acidente e a criação do Hulk! No final, o pai parte pro quebra pau com o filho na intenção de absorver a força do Hulk e solta uma frase do tipo: “eu te dei esse poder, agora é hora de você me devolver”… – Aí fica evidente que o problema não é o pai estar na história, mas o papel que ele desempenha nela.

[Blá blá blá]

O Espetacular Homem-Aranha começa com os pais do Peter fugindo de não se sabe de quem pra ninguém sabe onde. Antes de pegarem a estrada passam na casa do Tio Ben pra deixar o pobre moleque… Pronto, está feito o drama na vida do garoto.

Ainda é difícil pensar nessa história dos pais fugirem e largarem o filho para trás. Por exemplo, se o pai quer fugir pra proteger o filho, a lógica seria levar o moleque junto! Pelo menos o Hulk do Ang Lee foi feliz em mostrar com poucos minutos o “onde e porque” do desmanche da família.

E como se não bastasse usar esse plano de fundo, os roteiristas resolveram incrementar e relacionar o Sr. Parker com o cientista Curt Connors, fazendo-os colegas de pesquisa. Aí começam as coincidências bobas do filme… Essa relação de trabalho mostra que de alguma forma o pai do Peter está relacionado com a aranha “radioativa” que o pica, repetindo aquela ideia do pai do Bruce Banner estar ligado a criação do Hulk (vide o filme de 2003). Peter descobre essa ligação do seu pai com Connors e resolve ir até Oscorp pra colher algumas informações e/ou descobrir alguma coisa sobre o paradeiro de seu pai.

Nessa visita ele é picado pela tal aranha mágica.

Em vez de acordar mais musculoso (como no primeiro aranha do Sam Raimi) pra evidenciar o aumento de força, o Homem-Aranha do Marc Webb continua franzino. O aumento da força fica evidente quando Andrew Garfield (Peter) começa a quebrar algumas coisas no banheiro sem querer! Essa sequência começa com ele acordando e destruindo o despertador, sentidos ampliados… Tem um espirito adolescente engraçado!

Juro que quando anunciaram o filme, nem me preocupei muito com a história, pensei mais no que poderia ser feito pra mudar/atualizar um visual tão legal como o criado para os longas do Sam Raimi. E bem, hoje dá até pra dizer que Garfield  interpreta um bom Peter Parker, mesmo sendo mais descolado para um padrão nerd, já que ele anda até de skate, o rapaz ficou bem caracterizado até mesmo no uniforme do Aranha. O jeito magricela fez o personagem parecer mais flexível e ágil, lembrando muito a fase Todd McFarlane, e eu adorava esse visual.

Ponto para quem quer que tenha desenhado o uniforme e chamado Garfield pro elenco!

Já não me lembro exatamente em qual ponto do filme Peter descobre que falta apenas uma pequena equação para o do Dr. Connors concluir sua pesquisa, mas por acaso do destino o Sr. Parker deixou essa equação anotada em um caderno dentro de sua pasta no porão do Tio Ben. Como diria meu pai: “é muita marmelada”! Por fim, Peter leva essa equação para Connors que finalmente termina seu trabalho. Uma espécie de soro que ele vinha desenvolvendo como uma “cura” pra uma doença misteriosa do Norman Osborn e de quebra regenerar seu braço!

O resto você já sabe, Connors se transforma no lagarto e aí vem o plano imbecil do Magneto. O Lagarto, esperto e inteligente como o dr. Connors resolve espalhar o soro pelo ar e transformar a população da redondeza. Assim como o rei do magnetismo no primeiro X-Men, tentando transformar uma galera em mutantes! Gênios! E claro, o Aranha é o único que pode detê-lo!

Tirando todos os absurdos, o filme é quase um OK! O Aranha faz boas piadinhas e não tem aquele lenga lenga com a Mary Jane dos outros filmes. No lugar entra a Emma Stone como a Gwen Stacy (primeira namoradinha do Aranha nos gibis) que além de ser uma belezinha, tem uma voz muito sexy! As cenas do Peter e Gwen são boas, os atores deram certo, e quem viu “500 Dias Com Ela” sabe que Webb é especialista em dirigir cenas de conversinhas com personagens envergonhados! É um diretor OK, mas que por conta do fraco roteiro não deve elevar muito sua carreira!

Acho que me esqueci de falar do lançador de teias… Voltou a ser como nos velhos tempos, não é orgânico! Mas também é mal contado.

Vai render bastante dinheiro para os cofres da produtora, que vai fazer mais dois filmes que também irão render uma boa grana… Só o nome Homem-Aranha já é o suficiente pra levar as pessoas para os cinemas, nem precisa ser espetacular! E por conta disso vão sempre dar um jeito de colocar o aracnídeo na tela e seguir com os direitos do personagem… Infelizmente não podemos fazer muita coisa… Queria mesmo que esses direitos voltassem logo para a Marvel!

P.S. Também assisti o primeiro Homem Aranha numa pré estéria. Era 10 anos mais novo, já conhecia muito bem o herói, naquela época era o meu favorito. Também me lembro de ter achado a armadura do Duende coisa de Jaspion ou Kamen Rider. O filme é fraco, mas era um belo debute. E até ousado por chamarem Sam Raimi para a direção! Depois veio o segundo filme com Alfred Molina, Tobey, Kirsten, participação de Bruce Campbell e uma direção impecável. É o ponto alto do herói nas telonas, tudo corria bem até ferrarem com o terceiro filme, que eu só vi uma vez e nunca mais tive vontade de rever…

O vídeo abaixo é um alivio cômico para esse post, uma coletânea das tantas caras que o ator Tobey faz na trilogia. É engraçado! =)

Recriando capas de HQ’s.

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Essa é a proposta do blog Covered.

São centenas de novas versões de capas clássicas (ou nem tanto) feitas por artistas diversos, alguns até amadores. Confira se estiver com tempo, o resultado é bem legal. =)

Steve Ditko

Fred Hembeck

Jim Lee

Greg Kletsel

Joe Kubert

Artista desconhecido!

Também vale a pena conhecer as versões para as capas do Batman de Bob Kane, Joe Shuster e outras do Ditko (coisa clássica da Marvel).