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O Espetacular Homem-Aranha.

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[Blá blá blá]

Não dá pra admitir um filme ruim de herói depois de Batman Begins. Pode parecer “lambeção de bolas”, mas o fato é que Christopher Nolan deu muitos ingredientes interessantes que podem ser incorporados tranquilamente em outros filmes de herói, seja  super ou não! O primeiro Homem de Ferro é um outro bom exemplo de roteiro enxuto e bem executado, ainda mais nas mãos da Marvel. Digamos que é inadmissível que a Marvel faça um filme ruim com as próprias mãos, porque afinal, eles são os maiores conhecedores dos personagens!

… Não é o caso do Homem Aranha nas mãos da Sony!

Dito isso, vamos lembrar alguns casos de sucesso e outros nem tanto… No primeiro X-Men ( 2000), a Fox não dispunha de muito dinheiro pra investir e o roteiro ficou a cargo do próprio diretor (Bryan Singer) e mais um ou dois caras. O plano de fundo era o preconceito contra essa nova raça (mutante) e um cara liderando um grupo num plano pra se vingar dessa repressão, Magneto. Convenhamos que o plano do Magneto era uma babaquice… Usar uma maquina para transformar alguns humanos em mutantes achando que dessa forma os humanos/mutantes não os odiariam mais é, apesar de válido, algo bobo. Porém, tem outras coisas acontecendo que fazem o filme interessante. O teste da maquina é feito no senador Kelly e de primeira parecer ter dado certo, mas não deu. Sabendo disso, os X-Men partem numa corrida pra impedir Magneto que pensa que a maquina funciona… Xavier quer descobrir o que o Magneto quer com o Wolverine, sendo que o interesse dele é a Vampira. A Mística se infiltra na mansão pra sabotar o Cérebro e impedir que o plano do vilão seja descoberto… O desfecho pode não ser um espetáculo, mas o decorrer do filme é bem legal.

Ponto para o Bryan Singer que voltou pra sequência dessa vez com mais grana fez um filme ainda melhor! A cena de abertura do Noturno na Casa Branca continua sendo uma das minhas favoritas entre as adaptações de HQ’s. Mas… No terceiro filme o cara não voltou nem pra prestar uma consultoria no roteiro e fizeram uma tipica cagadinha. Nem tanto com a direção do Brett Ratner, mais com a história mesmo… Uma cura para uma raça é tão absurdo quanto a transformação de uma raça em outra (vide o primeiro filme)! No terceiro longa não tem nada pra ser salvo!

Já no filme do Hulk (o do Ang Lee), eu digo que seria ótimo se não tivesse aquela história do pai dele. Pra dar peso dramático, resolveram colocar o pai do Bruce Banner com grande destaque na fita… E o mais engraçado é que na época as críticas foram para o visual do gigante esmeralda, não para a história descabida! E tenho que confessar que gosto desse filme, talvez seja um daqueles filmes ruins que eu curto. Me arrisco até a dizer que é um roteiro ruim, porém, bem dirigido! Aqui o erro foi relacionar o pai, o filho, o acidente e a criação do Hulk! No final, o pai parte pro quebra pau com o filho na intenção de absorver a força do Hulk e solta uma frase do tipo: “eu te dei esse poder, agora é hora de você me devolver”… – Aí fica evidente que o problema não é o pai estar na história, mas o papel que ele desempenha nela.

[Blá blá blá]

O Espetacular Homem-Aranha começa com os pais do Peter fugindo de não se sabe de quem pra ninguém sabe onde. Antes de pegarem a estrada passam na casa do Tio Ben pra deixar o pobre moleque… Pronto, está feito o drama na vida do garoto.

Ainda é difícil pensar nessa história dos pais fugirem e largarem o filho para trás. Por exemplo, se o pai quer fugir pra proteger o filho, a lógica seria levar o moleque junto! Pelo menos o Hulk do Ang Lee foi feliz em mostrar com poucos minutos o “onde e porque” do desmanche da família.

E como se não bastasse usar esse plano de fundo, os roteiristas resolveram incrementar e relacionar o Sr. Parker com o cientista Curt Connors, fazendo-os colegas de pesquisa. Aí começam as coincidências bobas do filme… Essa relação de trabalho mostra que de alguma forma o pai do Peter está relacionado com a aranha “radioativa” que o pica, repetindo aquela ideia do pai do Bruce Banner estar ligado a criação do Hulk (vide o filme de 2003). Peter descobre essa ligação do seu pai com Connors e resolve ir até Oscorp pra colher algumas informações e/ou descobrir alguma coisa sobre o paradeiro de seu pai.

Nessa visita ele é picado pela tal aranha mágica.

Em vez de acordar mais musculoso (como no primeiro aranha do Sam Raimi) pra evidenciar o aumento de força, o Homem-Aranha do Marc Webb continua franzino. O aumento da força fica evidente quando Andrew Garfield (Peter) começa a quebrar algumas coisas no banheiro sem querer! Essa sequência começa com ele acordando e destruindo o despertador, sentidos ampliados… Tem um espirito adolescente engraçado!

Juro que quando anunciaram o filme, nem me preocupei muito com a história, pensei mais no que poderia ser feito pra mudar/atualizar um visual tão legal como o criado para os longas do Sam Raimi. E bem, hoje dá até pra dizer que Garfield  interpreta um bom Peter Parker, mesmo sendo mais descolado para um padrão nerd, já que ele anda até de skate, o rapaz ficou bem caracterizado até mesmo no uniforme do Aranha. O jeito magricela fez o personagem parecer mais flexível e ágil, lembrando muito a fase Todd McFarlane, e eu adorava esse visual.

Ponto para quem quer que tenha desenhado o uniforme e chamado Garfield pro elenco!

Já não me lembro exatamente em qual ponto do filme Peter descobre que falta apenas uma pequena equação para o do Dr. Connors concluir sua pesquisa, mas por acaso do destino o Sr. Parker deixou essa equação anotada em um caderno dentro de sua pasta no porão do Tio Ben. Como diria meu pai: “é muita marmelada”! Por fim, Peter leva essa equação para Connors que finalmente termina seu trabalho. Uma espécie de soro que ele vinha desenvolvendo como uma “cura” pra uma doença misteriosa do Norman Osborn e de quebra regenerar seu braço!

O resto você já sabe, Connors se transforma no lagarto e aí vem o plano imbecil do Magneto. O Lagarto, esperto e inteligente como o dr. Connors resolve espalhar o soro pelo ar e transformar a população da redondeza. Assim como o rei do magnetismo no primeiro X-Men, tentando transformar uma galera em mutantes! Gênios! E claro, o Aranha é o único que pode detê-lo!

Tirando todos os absurdos, o filme é quase um OK! O Aranha faz boas piadinhas e não tem aquele lenga lenga com a Mary Jane dos outros filmes. No lugar entra a Emma Stone como a Gwen Stacy (primeira namoradinha do Aranha nos gibis) que além de ser uma belezinha, tem uma voz muito sexy! As cenas do Peter e Gwen são boas, os atores deram certo, e quem viu “500 Dias Com Ela” sabe que Webb é especialista em dirigir cenas de conversinhas com personagens envergonhados! É um diretor OK, mas que por conta do fraco roteiro não deve elevar muito sua carreira!

Acho que me esqueci de falar do lançador de teias… Voltou a ser como nos velhos tempos, não é orgânico! Mas também é mal contado.

Vai render bastante dinheiro para os cofres da produtora, que vai fazer mais dois filmes que também irão render uma boa grana… Só o nome Homem-Aranha já é o suficiente pra levar as pessoas para os cinemas, nem precisa ser espetacular! E por conta disso vão sempre dar um jeito de colocar o aracnídeo na tela e seguir com os direitos do personagem… Infelizmente não podemos fazer muita coisa… Queria mesmo que esses direitos voltassem logo para a Marvel!

P.S. Também assisti o primeiro Homem Aranha numa pré estéria. Era 10 anos mais novo, já conhecia muito bem o herói, naquela época era o meu favorito. Também me lembro de ter achado a armadura do Duende coisa de Jaspion ou Kamen Rider. O filme é fraco, mas era um belo debute. E até ousado por chamarem Sam Raimi para a direção! Depois veio o segundo filme com Alfred Molina, Tobey, Kirsten, participação de Bruce Campbell e uma direção impecável. É o ponto alto do herói nas telonas, tudo corria bem até ferrarem com o terceiro filme, que eu só vi uma vez e nunca mais tive vontade de rever…

O vídeo abaixo é um alivio cômico para esse post, uma coletânea das tantas caras que o ator Tobey faz na trilogia. É engraçado! =)

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Os Vingadores.

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[Blá blá blá]

Quando a Disney comprou o catálogo de personagens da Marvel (os disponíveis), muitos marvetes torceram o nariz e praguejaram por dias na internet. Hoje muitos deles sequer se lembram que por trás de toda produção Marvel existe dinheiro da Disney.

E se não fosse esse capital Disney, o primeiro longa do Homem de Ferro provavelmente teria sido um filme da Fox, Sony ou de qualquer outro estúdio que não teria o devido cuidado, vide as cagadas em X-Men (O Confronto Final) e HA (3). Thor e Capitão America não teria saído do papel. E mais, depois das péssimas críticas não teria havido outro Hulk.

Dupla dinâmica da Marvel.

Para o debute nos cinemas, a Marvel chamou o inexpressivo diretor Jon Favreau e o desacreditado e quase falido Robert Downey Jr. pra frente do Homem de Ferro! Não sabíamos exatamente o que estava por vir, mas acabou sendo uma boa surpresa. Nos extras do DVD é possível constatar a dedicação de todos os envolvidos para criar uma ação tecnológica 13 anos muito superior ao que foi Transformers!

O universo (nesse caso criado por Stan Lee) conspirou pra que fosse um sucesso. Feito a cama, a Marvel então começa a se deitar.

Depois de conseguir a galinha dos ovos de ouro (ainda miúdos), a Marvel foi investir em outros personagens. Não obteve sucesso com o “O Incrível Hulk” por conta do ego do Edward Norton e a incapacidade de dirigir de Luis Leterrier. No fechar da conta, parece ter sido feito só pra lembrar de qual universo o Hulk faz parte e depois do Fury no Homem de Lata, foi a vez do Stark aparecer no pós créditos dando crédito a fita e afirmando mais uma vez o plano de reunir esses personagens num único cenário.

Esperando um tom shakespeariano, chamou  Kenneth Branagh pra dirigir Thor e Tom Hiddleston pra viver Loki, se esqueceram de chamar um ator pra viver Deus do trovão e também de dar uma função pra Natalie Portman no set.

Com o Capitão America a manobra foi ainda mais arriscada. Anunciou Chris Evans (outro ator sem crédito) e a comunidade de fãs pois-se a bravejar. Evans já havia vivido outro personagem Marvel no cinema, o Tocha Humana no dois Quarteto Fantástico da Fox, e novamente foi contratado outro diretor meia boca, Joe Johnston.

Thor e Capitão são os únicos que assisti uma única vez e não tenho muita vontade de ver novamente! Na verdade, fui ver pra cumprir tabela e checar a capacidade dos envolvidos. Foi bom, pois me fez chegar em Vingadores com a expectativa na medida certa.

[Blá blá blá]

Os Vingadores começa com um distúrbio numa instalação da S.H.I.E.L.D., o cubo, artefato que havia sido usado pelo Caveira Vermelha na segunda guerra e recuperado junto com o Capitão América (vide filme do Capitão), começa a emitir uma energia como nunca antes, abra-se um portal e eis que surge Loki, no maior estilo Exterminador do Futuro.

A motivação do Loki já era besta no longa do Thor e não melhorou muito no filme do grupo, a diferença é que ele não está mais afim de Asgard, deixou o mimimi de irmão carente de lado e agora quer governar a Terra. Para tanto, fecha um acordo com forças do espaço, nesse caso, os Chitaures (versão ultimate dos Skrulls), que em troca vão levar o cubo. Ok!

Tom Hiddleston está  ótimo, tem olheiras, faz cara de mal mas manipula pouco. Chris Hemsworth melhorou bastante agora que faz um Thor familiarizado com a Terra. A Gwyneth Paltrow não parece a  Gwyneth Paltrow e a Scarlett Johansson ganhou cenas bem legais. Ponto para as duas… Jeremy Renner que havia ido muito bem no Missão Impossível 4, vai bem novamente! Estou apostando nesse cara em The Bourne Legacy.

Mark Ruffalo é a grande e agradável novidade. Tem frases de cientista e fisicamente interpreta um ótimo Bruce Banner, também emprestar seus movimentos pro gigante esmeralda. E é com o Hulk que acontecem as melhores cenas do filme! Nos dois “Hulk’s” anteriores ele esmaga o exercito, nesse ele soca o Thor, soca o Loki e esmaga o exercito invasor. Já vale o ingresso!

A força do Hulk desequilibra a balança e resulta num ótimo momento de ironia do Tony Stark: “Eu tenho um exercito.” – “Nós temos um Hulk”. Ruffalo tem contrato pra 6 filmes com a Marvel, isso significa que o veremos nervosinho mais vezes. Bom pra nós! =)

Apesar de mostrar uma invasão alienígena, o espectador não fica tenso… Guerra dos Mundos é uma bosta? É! Independence Day tem um final ruim? Tem! Mas no meio de ambas as fitas há uma certa tensão, primeiro os humanos caem, depois triunfam. Nos vingadores isso não acontece, primeiro eles tomam uma sacudida de leve e depois destroem. Todos os personagens são de certo modo triunfantes, exceto o vilão, claro!

Ah sim, estava me esquecendo de comentar o Capitão. Bom… Ele é o velho Steve Rogers altruísta, o soldado que se enfia debaixo do arame farpado pra salvar seus companheiros! Aparta brigas, ajuda o Stark depois de discutir com ele, lidera o grupo na batalha e dá a tão esperada ordem ao Hulk: Smash!

Os Vingadores do Joss Whedon não tem a profundidade de um Cavaleiro das Trevas do Nolan, mas o roteiro de Batman Begins também não era uma obra prima. Diferente de uma HQ onde a dupla desenhista e roteirista sempre imprimem seus estilos e características, Joss por sua vez parece não ter se importado em aparecer. Não tem nada incrível que o consagre na direção e nem no roteiro, exceto o bom resultado em unir e dosar tantos personagens num filme de ação e aventura com piadinhas legais.

Sem inventar, o filme só podia ter um resultado positivo, fruto de um plano bem elaborado e produzido. Uma pena que outros personagens que vira e mexe participam das aventuras do grupo nas HQ’s, (como o Aranha, o Coisa e o Wolverine por exemplo) estejam nas mãos de outros estúdios. Seria muito legal ver o Aranha tecendo algumas teias pra segurar os escombros que caiam dos prédios… Mas isso fica pra próxima!

A praia da Marvel é essa, nada de filme sombrio (atual clichê hollywoodiano). O negócio deles é essa guerra divertida à luz do dia, um feijão com arroz bem temperado que dá vontade de repetir. Mas lembre-se, se quiser uma refeição mais densa, sugiro que procure alguns clássicos (recentes ou não) da equipe nas HQ’s.

Minha mãe, que acha que gibi é coisa de criança, vai adorar esse filme!

Posters de um universo alternativo.

2 Comentários

Nos demais universos, os filmes, séries e jogos que gostamos podem existir de uma maneira diferente.

Direto do blog do Hartter, acesse o link e veja mais… São muitos!

Quantos filmes você reconhece?

1 Comentário

Eu consegui sacar alguns… A trilha sonora também ajuda.

  • 2001 ( I’m afraid, Dave).
  • Quarteto Fantástico (fácil demais).
  • 500 Dias Com Ela (o calendário e a música).
  • O Sexto Sentido (fácil).
  • Super 8 (por causa do 8 e as animações de rolo de filme e etc.).
  • Distrito 9 (tava na cara).
  • 11 Homens e um Segredo (o remix do Elvis condena, sem falar no 11 bem grande).
  • 12 Homens e Uma Sentença (assisti faz pouco tempo).
  • Apollo 13 (Houston, we have a problem, fácil também).

Ficou alguns aí que eu não saquei… Se você pegou comenta aí! =)

Poder Sem Limites.

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[Blá blá blá]

Você já ficou tão irritada com alguma coisa que quis explodir tudo? E se você desenvolvesse poderes iguais ao do título português do filme, sem limites? Nada te impediria de bancar o Tetsuo certo?

Eu já banquei o Tetsuo dezenas de vezes no video game, isso mesmo, jogos violentos onde podia ser ainda mais violento! No segundo GTA por exemplo (aquele da visual de cima ainda no primeiro PlayStation), eu costumava fazer códigos pra ficar invulnerável, obter armas com munições infitas e destruir tudo. Nem os tanques de guerra eram páreos. Os anos se passaram, os jogos se tornaram mais realistas e ainda assim continuo achando que jogos ditos violentos não são estimulantes pra cagada, na verdade são otimos pra dar um fim ao estresse! É sério! Jogos de futebol por exemplo, tendem a ter um efeito contrário ao dos jogos de mundo aberto, você joga mal, perde uma partida, fica puto e não tem a opção de matar o adversário, ou seja, em vez de aliviar acaba a atividade ainda mais estressado!

[Fim do blá blá blá]

Poder Sem Limites tem um tom sério que é definido logo de cara. Com pouco tempo de filme percebemos que a casa de um dos personagens (Andrew) não é nenhum modelo de família feliz! Andrew não é popular na escola, sua mãe doente se mantém viva com dificuldade e o pai, por algum motivo desconhecido, não trabalha mais, vive amargurado e com o rabo cheio de cachaça. Somado tudo isso, basta adicionar super poderes e já podemos dizer pro capitão que isso aí vai dar merda!

Vamos resumir.

Andrew resolve sair andando com sua câmera filmando tudo, talvez um jeito de ver seu próprio o mundo por uma ótica menos horrível. É daí que vem o estilo de câmera do filme, aquele em que a pessoa por trás da câmera faz parte da trama, estilo Cloverfield e REC. Mas não se preocupe se não é fã desse estilo, as cenas são bem pensadas e a montagem flui perfeitamente!

Matt, é o primo  e único provável amigo de Andrew. Convence o deslocado a acompanha-lo até uma festa afim de conhecer alguém ou simplesmente se divertir. Claro que não dá muito certo, Andrew leva sua câmera que é praticamente um motivo a mais pra ser zuado pelos valentões. Logo Andrew vai pro lado de fora curtir sua solidão (conhecido também como simplesmente chorar). Até que aparece Steven pedindo pra ele o seguir e filmar o que havia encontrado junto com seu primo Matt, uma espécie de buraco ou caverna, uma vez lá dentro, eles tocam num cristal estranho que lhes conferem os poderes.

Pronto. Não precisa explicar muito, não importa de onde vem os cristais e muito menos os poderes. Só é mencionado telecinésia uma ou duas vezes… Agora Andrew pode filmar e manter as mão livres e os três vão fazer o que qualquer jovem “normal” com super poderes faria, brincar com eles. E a brincadeira mais hilária é a em que Steven, o negro esportista e descolado da turma, troca um carro de vaga num estacionamento para deixar a dona procurando, ele ainda diz: “yeah, dessa vez foi o cara negro”!

Aliás, o único clichê desse filme é matar o personagem negro no segundo ato. Eu juro que comecei a torcer pra que ele não tivesse um fim… Mas não foi dessa vez!

Finalizando, esse poderia ter sido um filme de ação exagerado, cheio de efeitos e completamente superficial. Mas a proposta do direto Josh Trank era outra, é uma exploração emocional. Diga-se de passagem muito bem realizada, créditos também aos três atores que fazem um trabalho competente. Os efeitos, embora às vezes óbvio, são agradáveis.

Ao contrário de Super 8, onde a idéia era mostar pessoas lidando com a perda e seguindo em frente, Poder Sem Limites mostra reações extremas diante da perda iminente e momentos de estresse. Por conta da vida infeliz, desde o início ja sabemos que é Andrew quem vai explodir e chegar ao final do filme surtado. Só nós resta acompanhar a viagem com indignação ou inveja. Nada mais!

No fim, Poder Sem Limites me lembrou um pouco o anime Akira, onde Andrew é Tetsuo e Matt o Kaneda… E que fique registrado minha opinião sobre o live-action do anime japonês: “Depois de Poder Sem Limites, o Akira de Hollywood é completamente desnecessário”!

Ah, estava me esquecendo… Logo logo Poder Sem Limites se tornará um cult dos filmes de “super-poderes”.

A vida está em suas mãos, a morte em suas mentes.

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Algum pica grossa da faculdade disse que o curso de Ciência da Computação deveria ter aulas de Gestão e Empreendedorismo, ou então foi só o MEC mesmo, e agora eu tenho essa aula toda sexta-feira!

Tem cara de aula bônus, daquelas que você tem 99,9% de certeza que vai passar sem fazer muita força. E as vezes é até legal, sendo assim, pode até surpreender! Um exemplo? Na primeira ou segunda aula do ano a professora passou “Doze Homens e uma Sentença“, filme de 1957.

O longa dirigido pelo Sidney Lumet (que morreu no ano passado) se desenrola praticamente em um único cenário, a sala onde os jurados dicidem a culpa do réu. O acusado é um garoto de apenas 18 anos, o crime é o assassinato do pai e os 12 homens juntos naquela sala equeivalem a Deus. Sabendo disso, já dá pra imaginar que o filme se sustenta na narrativa, e funciona muito bem! Onze jurados consideram o garoto culpado logo na primeira votação. Quase unânime, a não ser pelo personagem do Henry Fonda que decide dúvidar e debater… Você não se relaciona com os personagens por nome, mas sim pelos aspectos de suas personalidades, o estupido, o observador, o indiferente, ignorante e por aí vai!

Já me estendi demais, então vamos ao assunto, ou melhor, a aula de hoje.

A professora deu um questionário para auto-avaliação do perfil empreendedor, foram 30 itens que deveriam ser assinalados entre uma escala de 1 a 5, sendo de insuficiente a excelente! A soma desses itens (ex. comprometimendo, tolerância, criatividade e liderança) diriam se você leva jeito, pode levar jeito ou não tem jeito nenhum pra empreender algo!

Mas a graça da aula estava na segunda parte, onde a professora (que me fugiu o nome) pediu pra que listássemos (três) coisas que gostariamos de já ter realizado quando chegassemos aos setenta anos. Isso mesmo, 70 ANOS! Depois o mesmo pra daqui 7 e por último 6 metas para a vida toda. Essa última não poderia repetir as metas dos 70 nem dos 7 anos… Vamos as minhas.

(Três) Metas realizadas quando tiver 70 anos:

  • Terei vendido meu Del Rey azul, ano 89: Faz um ano que ele está com uma placa de venda e só apareceu dois interessados… É muito difícil vender um carro que quando seu pai te deu, a primeira coisa que pensou foi: “quem eu vou comer com isso aí?
  • Uma biblioteca com muitos livros e HQ’s já lidas: Ganhei o Duna no fim de 2010 e só agora que comecei a ler. E tenho pelo menos mais 2 livros na fila. E isso sempre me acontece, talvez seja justamente pelo fato de pausar a leitura pra devorar alguns quadrinhos… Bom, quero uma biblioteca (mesmo que modesta) de coisas que usei!
  • Título de mestrado: Uma vez, numa livraria qualquer, eu li um trecho do livro Piadas Nerds (que eu não comprei) onde um dos idealizadores da bagaça comentava o auê em cima do título de doutorado. Eu divido da mesma opinião, que é o fato do doutorado vir depois do mestrado, quando deveria ser o contrário! Era pro mestrado ser o título mais foda, e o motivo é simples, nós falamos Mestre Yoda e não Doutor Yoda! Mestre Splinter, Mestre dos Magos… Não preciso dizer mais nada!

Agora o mesmo pra daqui 7 anos:

  • Continuar sem um filho: Porque apesar de achar legal a idéia de ter um padawan, ter um filho é caro, coisa de luxo!
  • Continuar sem uma filha: Barbie é coisa babaca e cara, e ela vai querer ganhar uma, duas ou mais por ano, dificilmente não! Enquanto que o garoto você consegue tapear com uma bola ou um Hotwheels sem pista mesmo!
  • Continuar com todos os meus hobby’s: São eles: ação, guerra, aventura, esportes… Todos praticados no video game!

E por último, as 6 metas para toda a vida:

  • Viver até os 70 anos ou mais: Porque mesmo com a expectativa de vida aumento aumento a cada década, parece que ta foda chegar nos sessenta sem turbulência!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem impotência: Deve ser complicado não poder contar nem com um fap fap!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem câncer: Essa merda parece que está na moda, todo mundo tem!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem um AVC: Imagina só se, por conta disso, eu tiver que usar fralda! Além do mais, eu gosto do meu cérebro.
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem alzheimer: Já sofro com a falta de memória, imagina só com a inexistência dela!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem perder o bom humor: Sorrir é lega, dar risada é muito mais!

Assistam o filme, preto e branco, ritimo bom, atuações boas, coisa fina!

Vou dormir… E obrigado pelos peixes! =)

Source Code está na minha lista de melhores filmes ruins!

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Lunar (Moon), filme de estréia do cineasta Duncan Jones (filho do David Bowie) foi lançado em 2009. Pouco falado por aqui, consegui assistir só no final de 2010. E menos de dois meses depois de ver Lunar e virar fã de Duncan, li uma notícia sobre seu próximo filme, seu segundo filme, Source Code (Contra o Tempo por aqui)… É importante deixar claro que apesar de ser filho do grande David Bowie, os holofotes se voltaram pra ele porque Lunar é realmente bom.

Quero dizer, se você gosta de ficção científica, é um filme realmente indispensável. Resumindo, se passa na Lua, numa estação espacial onde Sam (ótima atuação de Sam Rockwell) é o único funcionário de uma empresa que mantém essa base exclusivamente pra exploração de um mineral que se não estou enganado, é muito útil para geração de energia na Terra! Bom, Sam está sozinho la em cima, o único elo com a Terra são as conversas por vídeo com a esposa, que levam um certo tempo pra chegar à base… Ele começa a desconfiar que nem tudo lem sua volta é o que parece! E se eu contar mais estrago o filme… Ah, importante dizer que ele tem companhia, que no maior estilo 2001 e Wall-E, quem controla a estação (e por que não a vida do rapaz?) é um robô (voz do Kevin Spacey). Assista o trailer, mas não se esqueça de assistir ao filme ok!

Ah sim… Estava me esquecendo do Source Code… Bom, se Lunar está na minha lista de ficções científicas favoritas, Source Code está na minha lista de filmes ruins favoritos. E olha que o segundo filme de Duncan Jones tinha um trailer promissor…

Em Source Code, o exercito usa um novo programa pra achar um terrorista que explodiu um trem e pretende atacar outros alvos. Esse programa permite que o capitão Colter Stevens viva os 8 minutos finais da vida de outra pessoa, nesse caso, um passageiro do trem. Como funciona? Pegam massa encefálica de alguma vitima e conectam no programa de alguma forma não muito clara, em seguida pegam alguém “vivo” para reviver a memória da vitima. É como se o Bill Murray de “O Feitiço do Tempo” entrasse na Matrix!

O problema é que o soldado, ao viver a memória de outra pessoa, tem acesso a todo o ambiente, cada detalhe do vagão e do trem, além de ambiente externos. Ou seja, é como se o cara que morreu prestasse atenção em tudo e conhecesse cada centímetro dos lugares por onde passou… Por exemplo, se a vitima não tivesse visto o terrorista, não saberia como ele é, onde se sentou e não faria ideia de qualquer movimento suspeito que ele poderia ter feito. Logo, não adiantaria bosta nenhuma vasculhar os 8 minutos finais do cérebro do cara, porque essa memória não foi criada! Enfim…

Depois de ver Lunar, fiquei ansioso e com a expectativa super alta pelo próximo filme do cara. Levei um balde de água fria aí! O filme é ruim e não consegui me decidir se é por conta da história bastante questionável ou se é pelo roteiro cheio fraco pra uma história interessante.

Como um bom fã de cinema, toda vez que vejo um filme assim (que tinha tudo par dar certo) fico pensando o que poderia ter sido diferente pra resultar num filme legal. A ideia de Source Code é boa, essa coisa Matrix, Inception e eventos que se repetem… O trailer é ótimo, mas fica mesmo parecendo que o roteiro não foi discutido ou revisado, de modo que ninguém tenha notado as muitas falhas! O jeito é esperar e torcer pelo 3º filme do cara, senão alguém vai dizer que Lunar foi sorte de principiante!

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