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A vida está em suas mãos, a morte em suas mentes.

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Algum pica grossa da faculdade disse que o curso de Ciência da Computação deveria ter aulas de Gestão e Empreendedorismo, ou então foi só o MEC mesmo, e agora eu tenho essa aula toda sexta-feira!

Tem cara de aula bônus, daquelas que você tem 99,9% de certeza que vai passar sem fazer muita força. E as vezes é até legal, sendo assim, pode até surpreender! Um exemplo? Na primeira ou segunda aula do ano a professora passou “Doze Homens e uma Sentença“, filme de 1957.

O longa dirigido pelo Sidney Lumet (que morreu no ano passado) se desenrola praticamente em um único cenário, a sala onde os jurados dicidem a culpa do réu. O acusado é um garoto de apenas 18 anos, o crime é o assassinato do pai e os 12 homens juntos naquela sala equeivalem a Deus. Sabendo disso, já dá pra imaginar que o filme se sustenta na narrativa, e funciona muito bem! Onze jurados consideram o garoto culpado logo na primeira votação. Quase unânime, a não ser pelo personagem do Henry Fonda que decide dúvidar e debater… Você não se relaciona com os personagens por nome, mas sim pelos aspectos de suas personalidades, o estupido, o observador, o indiferente, ignorante e por aí vai!

Já me estendi demais, então vamos ao assunto, ou melhor, a aula de hoje.

A professora deu um questionário para auto-avaliação do perfil empreendedor, foram 30 itens que deveriam ser assinalados entre uma escala de 1 a 5, sendo de insuficiente a excelente! A soma desses itens (ex. comprometimendo, tolerância, criatividade e liderança) diriam se você leva jeito, pode levar jeito ou não tem jeito nenhum pra empreender algo!

Mas a graça da aula estava na segunda parte, onde a professora (que me fugiu o nome) pediu pra que listássemos (três) coisas que gostariamos de já ter realizado quando chegassemos aos setenta anos. Isso mesmo, 70 ANOS! Depois o mesmo pra daqui 7 e por último 6 metas para a vida toda. Essa última não poderia repetir as metas dos 70 nem dos 7 anos… Vamos as minhas.

(Três) Metas realizadas quando tiver 70 anos:

  • Terei vendido meu Del Rey azul, ano 89: Faz um ano que ele está com uma placa de venda e só apareceu dois interessados… É muito difícil vender um carro que quando seu pai te deu, a primeira coisa que pensou foi: “quem eu vou comer com isso aí?
  • Uma biblioteca com muitos livros e HQ’s já lidas: Ganhei o Duna no fim de 2010 e só agora que comecei a ler. E tenho pelo menos mais 2 livros na fila. E isso sempre me acontece, talvez seja justamente pelo fato de pausar a leitura pra devorar alguns quadrinhos… Bom, quero uma biblioteca (mesmo que modesta) de coisas que usei!
  • Título de mestrado: Uma vez, numa livraria qualquer, eu li um trecho do livro Piadas Nerds (que eu não comprei) onde um dos idealizadores da bagaça comentava o auê em cima do título de doutorado. Eu divido da mesma opinião, que é o fato do doutorado vir depois do mestrado, quando deveria ser o contrário! Era pro mestrado ser o título mais foda, e o motivo é simples, nós falamos Mestre Yoda e não Doutor Yoda! Mestre Splinter, Mestre dos Magos… Não preciso dizer mais nada!

Agora o mesmo pra daqui 7 anos:

  • Continuar sem um filho: Porque apesar de achar legal a idéia de ter um padawan, ter um filho é caro, coisa de luxo!
  • Continuar sem uma filha: Barbie é coisa babaca e cara, e ela vai querer ganhar uma, duas ou mais por ano, dificilmente não! Enquanto que o garoto você consegue tapear com uma bola ou um Hotwheels sem pista mesmo!
  • Continuar com todos os meus hobby’s: São eles: ação, guerra, aventura, esportes… Todos praticados no video game!

E por último, as 6 metas para toda a vida:

  • Viver até os 70 anos ou mais: Porque mesmo com a expectativa de vida aumento aumento a cada década, parece que ta foda chegar nos sessenta sem turbulência!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem impotência: Deve ser complicado não poder contar nem com um fap fap!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem câncer: Essa merda parece que está na moda, todo mundo tem!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem um AVC: Imagina só se, por conta disso, eu tiver que usar fralda! Além do mais, eu gosto do meu cérebro.
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem alzheimer: Já sofro com a falta de memória, imagina só com a inexistência dela!
  • Viver até os 70 anos ou mais, sem perder o bom humor: Sorrir é lega, dar risada é muito mais!

Assistam o filme, preto e branco, ritimo bom, atuações boas, coisa fina!

Vou dormir… E obrigado pelos peixes! =)

Segura firme.

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Se você anda deprimido… Some daqui!

Uma vez eu estava acompanhando minha mãe no shopping, ela entrou numa das lojas Magazine Luiza e eu fui atrás… É importante dizer que eu estava numa depre fodida! Tinha levado um pé na bunda lindo e burro como era não queria nem viver mais. Quanto tempo eu perdi olhando pra baixo, idiota!

Voltando ao Magazine Luiza. Logo na entrada tinha um aparelho de som monstruoso da Sony, várias caixas em volta de um tapete redondo e estava tocando alguma coisa da Norah Jones. É o que eu lembro. O som estava alto e parei sobre o tapete, entre as caixas de onde saíam aquele jazz envolvente, coisa linda de se ouvir… E bastante down diga-se de passagem! Eis que termina a música da Norah e começa uma do acústico do The Corrs, uma versão de uma música down do R.E.M. que acabou ficando ainda mais down! Trata-se de Everybody Hurts, incrivelmente executada pela banda Irlandesa… É o tipo de música que te deixa triste até quando só tem motivos pra estar alegre. Credo!

Don’t let yourself go
‘Cause everybody cries
And everybody hurts, sometimes

O Coldplay tocou essa mesma música num show no ano passado. Pensa numa cosia triste. Então… Tem no YouTube também! Ah… Agora a coisa engraçada. No tempo do eMule eu baixei essa versão do The Corrs. Na descrição tinha o nome do album, que não era do R.E.M. ou do The Corrs. Era uma coletânea com o nome de THE VERY BEST OF DEPRESSION SONG! Parece piada!

Tirando da caixa o Superman (Christopher Reeve) – HOT TOYS

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Fui assistir o Superman uns 15 anos depois de ter sido feito, por volta de 93, quando já tinha uns 7 anos. Meu tio, na época adolescente, costumava alugar os VHS’s e levar em casa. Meus pais eram os únicos que ele conhecia com um video-cassete livre a qualquer hora. Era um CCE de duas cabeças que passou vários clássicos até ser doado pra alguém… Apesar de ser criança, eu assistia cada um dos filmes. Me borrava todo quando era algum da série “A Hora do Pesadelo” ou “Sexta-Feira 13” e ficava muito feliz quando era uma ficção cientifica com ação. Tipo “Alien” (nesse caso o segundo), “Predador” e “O Exterminador do Futuro”!

Voltando ao assunto, não tenho muita certeza, mas acho que assisti primeiro o segundo filme… Os efeitos e a pancadaria com o trio de vilões de Krypton me deixou maluco naquela época, virei fã do caipira de Smallville imediatamente. O engraçado é que hoje eu gosto mais do primeiro, do Richard Donner. Quando quero reviver essa época é o do Donner que eu coloco. No fim das contas, acho o primeiro menos blockbuster, apesar da importância do herói, é mais singelo, memorável.

No video logo abaixo, estou tirando da caixa a action figure da Hot Toys baseada no  Super do Christopher Reeve. Esperei ansioso para tê-lo em casa desde o seu anúncio. A caixa é demais, traz nela  a emocionante frase “in memory of Christopher Reeve”. Emocionante porque foi com o acidente do Reeve que eu ouvi pela primeira vez o termo “tetraplégico”. Fiquei extremamente triste, claro, pois era o meu herói de infância…

Em 2004 ele morreu por conta de uma parada cardíaca, era tetraplégico desde 1995, quando teve a carreira de ator interrompida ao cair de um cavalo!

Reeve fundou uma organização de caridade para atender pessoas com deficiência semelhante, foi um entusiasta das pesquisas com células-tronco para o tratamento de doenças e lesões. Lançou dois livros após seu acidente: “Ainda Sou Eu” em 98 e “Superar o Impossível” em 2002. Nunca achei pra comprar e nunca li nenhum dos dois. Mas a busca continua!

Além de ser a cara do Superman no cinema, Reeve elevou o mito sendo também o super-homem em vida!

A vida, o Iron e tudo menos!

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Quando era jovenzinho, tive uma namoradinha. SÉRIO? – Apesar de toda aquela paixão da adolescência e de achar que por toda minha vida eu nunca iria querer por a mão em outros peitinhos, eu tive sérios problemas com o Iron Maiden e acabei perdendo o tesão!

Todo mundo que é um fã legal de Iron sabe que existem os fãs não-legais de Iron. E por volta dos 14 anos tive a infelicidade de conhecer alguns. Meu tio me convidou pra passar um fim de semana em Ubatuba e eu aceitei. Era um final de semana com caras barbados fãs de Pink Floyd e isso me interessava muito, precisava expandir meu universo de adolescente fã de Nirvana. Durante a descida ouvimos  uma K7 só com Supertramp e Queen e só fui conhecer os pimpolhos cabeludos filhos dos amigos do meu tio lá embaixo. Me lembro bem que eram três cabeludos, não lembro de seus rostos e muito menos de seus respectivos nomes. FODA-SE. Eles eram extremamente metidos, tinham levado um incrível PlayStation (1) e não me deixaram sequer jogar um segundo. JÁ SUPEREI ISSO! Eram metidos demais, espero que a vida tenha ensinado alguma lição a respeito disso.

Resolvi ficar só olhando o jogo (o primeiro do Homem-Aranha pro console) e as vezes ia lá fora pegar uma carninha na churrasqueira que os já bebados pilotavam! Tentava mas não conseguia participar de um assunto sequer… Eram quase quarentões falando de trabalho, mulheres e outros coisas que eu não dominava. Voltei pra sala pensando: “Foda-se, amanhã é domingo, iremos pra praia, darei um mergulho e no fim da tarde volto pro meu habitat. Até lá, fico aqui assistindo esses babacas jogando essa merda. É só eu tentar não falar de música com eles porque vai que eles gostam de alguma coisa que eu gosto…”! Mas o gênio acabou soltando um “e ae, vocês ouvem o que?” – Os 3 responderam juntos: Iron! – Legal!  E o que mais? – Iron, hahahaha! Eddie é o Deus do metal!- É MUITA BABAQUICE PRA POUCA GENTE!

No outro dia, já na praia, estavamos todos brincando na água, meu tio e seus amigos nos levantavam pra fora e nos jogavam de qualquer jeito, divertido pra caraleo. Uma festa! Até que alguém começou aquela brincadeira de afogar… Eu que não sou peixe morto já fui me desviando e os 3 adultos pegaram os 3 cabeludos e afundaram na água! Dois deles, os mais novos ficaram desesperados e mesmo depois de se soltarem, se debateram igual peixe fora d’água. Saíram chorando, e o mais velho saiu fingindo de fortão com a maior cara de cu. SE FODERAM! OBRIGADO TIO E AMIGOS. Eu lutei pra fazer uma cara de dó. Consegui! Mas tudo o que eu queira dizer naquele exato momento era: CADÊ O SEU EDDIE AGORA? OTÁRIOS!

Voltando pra rotina escolar, descobri que minha namoradinha havia conhecido um rapazinho… E que ela havia ficado bastante afim do garoto! Como eramos burros e adolescentes, brigamos e demos um tempo. Também conhecido como “estou afim de outra pessoa e não quero te trair”. Dias depois fiquei sabendo que ela já tinha dado uns beijos nesse rapazinho que, pasmem, a conquistou quando tocou Wasting Love do Iron no violão! PORRA DE CLICHÊ DO CARALEO! VÁ SE FUDER MEW! E NO VIOLÃO AINDA, QUE BOSTA!

The Logical Song do Supertramp.

Breath do Pink Floyd, direto do Live 8.

Somebody to Love do Queen.

E NADA DE IRON!